quarta-feira, 25 de agosto de 2010

EDITORIA: ENTREVISTA - JORNAL MATÉRIA PRIMA / EDIÇÃO 307 (Meiryellen Formigoni)

(Publicado também em www.jornalmateriaprima.com.br)

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“O povo é formado por uma múltipla cultura”

Durante sete anos, a professora doutora Renata Lara se dedicou aos estudos e divulgação da folkcomunicação


Imagem/Arquivo pessoal
Renata Lara: "Eu gostaria que essa ideia ficasse"
(Meiryellen Formigoni)
Em uma noite fria, de cortar os lábios, a equipe do jornal Matéria Prima esperava a professora doutora Renata Lara, 35, que chega ,apressada, ao nosso encontro. Ela é bacharel em comunicação social com habilitação em jornalismo pela UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), mestre em educação pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e doutora em linguística pela Unicamp (Universidade de Campinas).

A conversa girou em torno da introdução e o desenvolvimento dos estudos folkcomunicativos, assunto que a professora doutora ( que dispensou ser chamada de “senhora”) aborda com os alunos do Cesumar (Centro Universitário de Maringá) há sete anos, rendendo inclusive a criação de um seminário de folkcomunicação. Em pouco mais de meia hora de conversa, ela explica a presença dos estudos folkcomunicativos no cotidiano, as análises feitas por ela e como surgiu a ideia de criar o Seminário de Folkcomunicação, facilitando a aprendizagem e a interatividade dos alunos.

A folkcomunicação é uma teoria muito conhecida dentro dos cursos de comunicação social, mas é um tema desconhecido para a maioria das pessoas. De que maneira a folk está presente no cotidiano?
Até entre os cursos de comunicação social a folkcomunicação não é tão estudada quanto se pensa. Mas, em relação à presença folkcomunicativa no cotidiano das pessoas, é necessário compreender que, quando falamos em folk, estamos pensando em manifestações folclóricas de perpetuação, reconfiguração ou mesmo modificação da cultura popular. Pode ser por meio de gestualidades, meios artesanais etc. Para se fazer ouvir não necessariamente produzindo resistência.

E de que forma você se posiciona perante a participação dos indivíduos nessas manifestações populares?
Essas participações marcam, de um modo bastante amplo, que o povo é formado por uma múltipla cultura. Esse povo representa a diversidade brasileira na sua possibilidade de “confronto”, em que não há simplesmente a assimilação dessa cultura midiatizada e imposta pela elite econômica. É um povo que mesmo consumindo produtos midiáticos coloca -se ainda com características próprias. Hoje o sujeito ainda necessita de divulgação midiática para sobreviver. Á exemplo disso, temos a Festa de Parintins (Amazonas) que, embora hoje tenha se transformado numa grande produção midiática e turística, ainda preserva elementos próprios de uma cultura determinante daquele local.

Como estão os estudos e pesquisas sobre a folk no Brasil?
A folk passou a ser muito difundida, principalmente, a partir da ação de pesquisadores, como Marques de Melo, Roberto Benjamin, e pelos textos de Luiz Beltrão, fundador da própria teoria, colocando em circulação as manifestações folkcomunicativas. Quando falo que ela não é reconhecida, é no sentido de ser, ainda, pouco trabalhada. Atualmente, as pesquisas tem sido intensificadas principalmente à partir de grupos difundidos no núcleo de Folkcomunicação do Intercom, (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), embora ainda haja resistência por parte de professores e pesquisadores que desconhecem a potencialidade de tal referencial. Não só com relação aos estudos da folk em teorias da comunicação, mas também em Análise de Discurso, perspectiva francesa de Michel Pechêux, porque ambas, irão trabalhar com a desestabilização das “bases” e isso incomoda.

Há alguns anos, durante as aulas de teorias da comunicação ministradas no Cesumar, você introduziu a participação ativa dos alunos no estudo da folk por meio da realização de seminários. Como surgiu essa ideia de interação criativa entre aluno/ conteúdo?
A primeira vez que realizei o Seminário FolkCom foi em 2004. Foi um evento interno, para complemento avaliativo à prova. Naquele momento, comecei a observar que a folk [comunicação] permite realizar e transformar em prazer um trabalho teórico, metodológico e de pesquisa. Isso é visivelmente perceptível pelo próprio aluno, que acaba se identificando com a perspectiva folkcomunicativa justamente porque ela foge à essa "moldura elitizada" de referencial teórico formalizado. Eu não pensava que [o evento] fosse tomar dimensões maiores, mas ano após ano eu me surpreendia com as apresentações e o evento, aos poucos, foi crescendo.

Você disse ainda há pouco, que os alunos te surpreenderam com as apresentações e fizeram o evento tomar dimensões maiores. Há alguma pretensão, perante isso, de divulgar ou de ampliar o evento para que seja reconhecido socialmente?
Esse interesse sempre existiu. Este ano, por exemplo, houve produção de banners, construção de um blog, produção de vídeos das apresentações, e fizemos tudo isso sem nenhum apoio financeiro ou recurso, até porque esse projeto não chegou a ser inscrito como projeto de ensino. Temos que considerar que existem dificuldades que acabam impossibilitando o desenvolvimento do próprio projeto. Mas a dificuldade também é a condição do docente que não tem o tempo dedicado à pesquisa, porque trabalha como “horista” e não tem esse tempo para se envolver com projeto de pesquisa/ensino e acaba não tendo respaldo institucional. Se dependesse única e exclusivamente do desejo docente e dos alunos, acredito que esse evento já teria se concretizado há muito tempo. Agora, pensar na concretização desse projeto, já é uma coisa que hoje eu não tenho como afirmar, diante dessas condições. Mas eu gostaria que essa ideia ficasse, que alguém pudesse levar adiante algum dia, tornando, realmente, um projeto de ensino essa idealização que foi iniciada há tanto tempo.

REPORTAGEM - JORNAL MATÉRIA PRIMA / EDIÇÃO 307 (Acadêmicas: Aline Boone e Meiryellen Formigoni)

(Publicado também em www.jornalmateriaprima.com.br)
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Namoro fast-food, tendência no século 21

A busca por prazer tornou-se fundamental nos relacionamentos; agora é na prática sexual que os casais se conhecem


Imagem/Aline Boone
Atualmente casais optam por sexo como forma de se conhecer
(Aline Boone)
Até recentemente o namoro representava a fase em que homem e mulher passariam mais tempo juntos para se conhecer. Era nesse período, num processo relativamente lento, em que se percebiam semelhanças e diferenças que poderiam levar a um longo ou a um curto tempo de convívio. Assim como a sociedade, o namoro se modificou com os anos, mas está longe de representar aquele tempo de descobertas. O namoro, agora, pode estar se tornando apenas uma busca mais acelerada, e facilitada, por sexo e prazer.

Houve mudanças na sociedade. Hoje as pessoas têm outros valores, a cultura mudou, os costumes se modificaram. O que era proibido há algum tempo, hoje não é mais. O namoro é um desses fatores, que deixa bem claro como a forma de "conhecer o outro" passou por um contraste.

A vendedora de caldo de cana Ângela Veçanha, 61, relembra como era o namoro na época em que era jovem. “Antigamente, no namoro, a moça sentava-se em um canto e o moço do outro, não tinha esse negócio de ‘agarra-agarra’. Não tinha isso de ‘ficar’, namorar era coisa séria. Era necessária a aprovação dos pais”, disse. Para Ângela a influência da mídia, a ausência dos pais e a forma de as mulheres se vestirem, ajudaram para que o namoro perdesse a essência.

A mudança de comportamento das pessoas na sociedade veio acarretar transformações no modo de se relacionar, não apenas no namoro. De acordo com a psicóloga Gilcinéia Rose da Silva Santos, os vínculos afetivos são importantes nesse momento. “Os pais precisam ter mais tempo com os filhos. O contato é pouco, então esses filhos, dessa sociedade modernizada, levam isso para o relacionamento, onde vai existir um não envolvimento, por causa de ‘N’ motivos. Um deles é esse conhecer um ao outro, aprender a conviver com os defeitos da pessoa, aprender a se frustrar e mesmo assim estar junto. Os jovens têm dificuldades de aprender isso em casa”. Ela completou: “Hoje, vemos os relacionamentos como fast-foods, uma comida rápida, eu preciso experimentar tudo e muito rapidamente para ver se essa pessoa é boa o suficiente para mim. Senão, já vou trocá-la”.

O sexo casual é algo que cada vez mais está sendo praticado. O prazer está sendo buscado compulsivamente. A sexóloga Eliane Rose Maia Braga explicou o motivo de as pessoas, hoje, interessarem-se tanto por sexo nos relacionamentos e fora deles também. “Antigamente, o desejo ficava escondido, negado, sublimado, hoje não. Se as pessoas têm desejos elas transam, se os indivíduos se respeitam, e sabem o que querem da vida deles, não tem problema. Sexo é bom, para quem gosta e para quem faz consciente. É, sim, uma forma de se conhecer. A mídia é uma das principais influências para as pessoas exporem os desejos. Controla desde crianças até adultos”. Para Eliane, em um relacionamento, as pessoas devem ter respeito por sí e pelo outro. “Deve existir diálogo entre o casal, aprender um ao outro é vital, e, claro, amar-se. Assim, acredito que serão felizes”.


Adolescência e os riscos do amor precoce


Garotos procuram melhorar o desempenho com as parceiras e apelam para métodos prejudiciais à saúde e à mente


(Meiryellen Formigoni)
O sexo na atualidade perdeu os tabus, preconceitos e até mesmo o valor. Foi, de certa forma, vulgarizado. Por conta disso, os pais acabam aceitando que os filhos se relacionem sexualmente com os namorados ação dentro da própria casa, sem nenhum empecilho. Enquanto isso, instruções de prevenção, que deveriam prevalecer, são esquecidas. Métodos contraceptivos e preventivos, como o uso da camisinha e do anticoncepcional, deveriam ser incluídos também nessa “atitude liberal”. Por esse descuido, o que se analisa socialmente são meninas grávidas cada vez mais cedo e meninos tentando se reafirmar perante as parceiras, ingerindo medicamentos desnecessários juntamente com drogas e álcool.

Jovens se relacionam intimamente assim que o namoro começa, deixando de lado toda aquela ansiedade, e até então necessidade de conhecer o outro. A porção sentimental está sendo deixada de lado, excluindo do relacionamento os valores, o companheirismo e o amor. Fatores como esses, levam a maioria dos jovens, a procurar primordialmente o prazer, em vez do afeto. O desempenho com as parceiras, para os meninos, passa a ser algo essencial e para realizar esses fetiches, eles acabam usando métodos que além de serem contraindicados, causam danos à saúde, podendo levá-los da dependência psicológica até a morte.

Segundo a reportagem realizada pela Gazeta On line, em 17 de julho de 2009, os jovens estão apelando para o uso de estimulantes sexuais, indicados para idosos com dificuldade de ereção: o Viagra. O urologista Eduardo Marsiglia, entrevistado pela reportagem da Gazeta, deixa claro, em sua declaração, os problemas psicológicos que o medicamento causa. "Tenho pacientes jovens que estão dependentes e usam Viagra em todas as relações, pois eles têm medo de não ser tão bons para as parceiras, quando estão sem usar o remédio.”

Mas há quem enxergue o sexo de outra maneira. O casal J., 19, e R., 20, que prefere não se identificar, conta que o relacionamento começou como forma de amizade. Os dois se conheceram na faculdade e a proximidade os levou a um relacionamento. Ambos deixaram os parceiros e estão juntos. “Sempre nos demos muito bem e ficamos cada vez mais próximos. O nosso namoro foi ‘engatado’ somente depois de um ano, quando percebemos que queríamos ser mais que amigos.” Ainda de acordo com o casal, a intimidade e o sexo foram acontecendo, nunca postos como “essência”. “Hoje pensamos muito no futuro, em ter uma família”, afirma J.

Outro fator que a sexualidade desencadeia, é a gravidez precoce. Para o ginecologista e obstetra Jailton Santiago Junior, 29, o que resulta na gravidez na adolescência é a falta de conscientização por parte dos pais. “É difícil encontrar jovens que venham ao meu consultório em busca de informação e acompanhamento ginecológico ao terem relação sexual pela primeira vez. Algumas mães trazem as filhas, mas infelizmente as acompanham na consulta, o que causa receio, vergonha e até mesmo medo de contar que já tiveram relação.” O médico disse ainda, que esse fator resulta na omissão. As jovens que acabam saindo do consultório com as mesmas dúvidas que tinham ao entrar. “Acredito que falta muita orientação e conscientização não só a esses pais, mas a toda a sociedade”, diz.

sábado, 31 de julho de 2010

A vida...

Às vezes a angústia toma conta do coração atordoado, que já não sabe mais se bate ou se para de bater.
É difícil andar meio a espinhos, tomando cuidado para não se machucar.
É inodoro, incolor e sem sabor beber da mesma água todos os dias. Porém quando se prefere vinho tinto, seco ou suave, e se pede algo de vontade particular, as coisas não são tão simples assim..
O sonho pulsante, era chegar ao final da vida com pele intacta, perfeita e olhar sereno dos 18.
Mas, acabo de crer que ao final da vida muitas cicatrizes, imperfeições e reprovações serão encontradas na pele, no caminho e no coração.
Ao final dos sonhos, as decepções serão ensinamento aos mais jovens, aos mais próximos e mais amigos.
Ninguém sai dessa vida, da mesma forma que entrou.
Nem sempre seremos compreendidos da maneira que desejamos, nem valorizados da forma como merecemos...
Mas Ele, pai de todos nós, sabe quantas pedras encontraremos pelo caminho e quantas vezes serão necessárias o silêncio, para que na pior das hipoteses, sejamos ainda, seres humanos felizes e com força necessária para recomeçar.

Por: Meiryellen Formigoni

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Paciência, Senhor!

Quanta insaniedade. Quanta babaquice.

As vezes a pluralidade dos acontecimentos me levam, meio que sem perceber, a um extremo desconforto mental que me resulta na perda de controle e num possível ataque dos nervos.
Se continuar nesse rítmo, cabelos brancos surgirão antes dos 30.
É desconfortável pensar, que passamos a vida toda buscando, procurando, querendo. Pena que nem sempre pensem e procurem a mesma coisa que queremos.
É uma lástima, saber que os enteresses sociais, que deveriam acolher a organização, a ordem e o progresso proposto na bandeira brasileira, corre cada vez mais ao descaso populacional, necessidades individuais e ao lado desumano.
É indignador, é tenso. É completamente ridículo.

Parece bem mais fácil dizer que depois haverá solução, mais tarde haverá análise ou retorno, do que resolver ou procurar respostas no ato da questão.
É o sistema que gira e foge das suas necessidades e prioridades que, deveriam ser essenciais. O atendimento aos que realmente necessitam. À aqueles que ainda priorizam a luta, nem que for sem glória.

A raça do povo brasileiro, ainda me espanta, me causa admiração e me provoca perpetua indagação.

O defeito de alguns seres humanos, assim como eu, reles mortal, é querer transformar o mundo, mudar o que já foi pre moldado no regime autoritário e transformar a ordem, organização e reluzencia de um departamento. Dai me muita, explendida e sábia sabedoria Senhor.

Por: Meiryellen Formigoni

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O vício da Centopéia.

Todo mundo tem uma loucura escondida, um vício irreversível, um fetiche complicado.
O que fazer quando o 'instinto' pulsa mais alto que a necessidade?
Me questiono várias vezes, sempre que entro em uma loja de calçados.
Não, eu não sou uma centopéia, mas meu quarto se estufa com tantos pares. Cores. Modelos.
Tudo parece lindo. Realmente é maravilhoso poder escolher qual usar. Ter 5 pares com cores diferentes do MESMO MODELO! É show. E ter vários pares de diferentes modelos de inusitadas cores? MARAVILHOSO não Acha?

Mas, será que é necessário?

Essa é a dificuldade que os seres humanos encontram pra uma peça básica da vida: o auto controle. A mão coça, os pés já se sentem belos com os modelos.

A moda lança todos os anos coleções de arrazar. E essa necessidade de comprar, é introduzida desde quando somos crianças, e temos que escolher entre a 'sandália da xuxa' ou a "sandalia da ivete". Parece bobo, mais desde cedo aprendemos que a sociedade impõe padrões, que se fazem necessários seguir para não ficarmos fora do 'circulo'.
Este maldito capitalismo, que corroe meu salário, minha pasciência, minha busca pela exatidão.
Um corpo perfeito.
Esse círculo que mais parece um Circo. Onde pessoas ligam mais pra vestimentas do que pro coração. Onde relacionamentos se baseiam no sexo ao invés do amor.
Essa é a bruta realidade na qual vivemos, e cá entre nós, nos acostumamos. E de certa forma, estamos adorando.
Eu ainda me pergunto, porque tenho mais de 50 pares de sapatos, se eu só tenho dois pés???
É o vício da Centopéia. Compra - se cada vez mais, mesmo não havendo necessidade. Só por luxo.

Enquanto isso, se parassemos pra pensar, tem tanta gente passando fome...

Deveriamos nos preocupar com os excluídos do sistema por pobreza, não por não ter o mais novo modelo da Colcci.
Usa- se o que a vitrine oferece sem sequer analisar o que cabe melhor no nosso corpo. Compra-se as cores da estação, mesmo que estas, ceguem os olhos de tão fluorescentes.
Mais estamos ai como bonecos vivos ("felizes" e acomodados) no "circo capitalista."
Lembra da menina brega da faculdade?
Okey, Okey. Ela podia até ser 'brega', mas era a única que andava com as próprias pernas, que usava o que queria.
Não seguia tendências mas também não se rendia a vontade alheia, inserida pelo mercado.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

" 600 dias "

Bendito seja o dia em que eu te conheci.
Bendito seja aquele janeiro onde minha vida ganhou luz, felicidade e uma dose extra forte de amor sincero.

Bendito sejam os teus olhos que me reprovam em atitude errônea e brilham no auge das conquistas.
Bendito seja tua boca e tua sabedoria, que disseminam em meus dias palavras de aconchego, carinho, gratidão. Palavras de sonho, de luta, de desabafos. Palavras que colorem os meus dias e modificam meus pensamentos, sempre que estão confusos.

Já me neguei ao mundo, ao ilusório, ao belo por natureza. Mas seria totalmente tola, se me negasse a você. Se me negasse à esse amor.
Quando eu fecho os meus olhos, imagino como será lindo acordar todos os dias e ter você junto a mim. Como será ver nos olhos dos nossos "nenis" um pouco de cada um de nós, o resultado do nosso mais pleno sentimento.

Bendito é teu corpo, tua face, tua vida que um dia passou a me pertencer por inteiro.
Bendito sejai teus sonhos, para que juntos com os meus formulem uma vida cheia de amor e bençãos de Deus.
Bendito seja eternamente o teu coração, que guarda tanta bondade, tantos desejos e essa infinita fé.

São quase 600 dias ao teu lado. Espero que estes, se multipliquem milhares e milhares de vezes, durante o resto de nossas vidas.
E que bendito seja Deus, que nos uniu naquele dia, sem motivos quaisquer aparentes, sem nenhuma explicação prévia dos porques e dos enganos da vida, sem que nos trouxesse nenhum sinal instantaneo, mais que fizesse o tempo agir calado.
Que da mesma maneira que Deus agiu quando nos fez encontrar um ao outro, purifique, abençoe, guie e ilumine as vontades de nossos corações, nos mostrando apenas os resultados do teu imenso amor de pai.


... Bendita foi hora meu amor, que você passou a fazer parte de mim...

Eu amo você, e irei te amar eternamente.

05 de Julho de 2010.


Nós precisamos estar disponíveis ao amor. Muitas vezes a gente erra. Erra contra as pessoas que ama e erra contra o mundo. Existe sempre uma chance de recomeçar, existe sempre uma chance de fazer de novo aquilo que você errou. Deus sempre torce para que nessa nova chance, você põe os olhos dele. Talvez agente tenha errado em muitas coisas do passado. Machucado pessoas e a nós mesmos. Mais essa é a chance de pedir: cura-me senhor!

(Anjos do Resgate)

Fonte segura não compromete a notícia



O jornal impresso necessita de atenção em todo o processo produtivo, exigindo seriedade e participação de toda a equipe

Como em toda profissão, no jornalismo também se erra. Seja por falha na apuração, erros de digitação (e, por que não, de português), correria do fechamento da edição e, o pior de todos, deficiência na checagem da informação que se obtém das fontes. O jornal impresso é um dos meios em que se percebe com mais clareza essa situação. Comumente, o leitor se depara com erros e informações incoerentes que nem sempre são corrigidas a tempo ou que ocorrem por falsos depoimentos de fontes nem tão confiáveis como deveriam ser.
A checagem da informação é imprescindível. Poderia ter evitado, por exemplo, que em reportagem publicada no dia 10 de novembro de 2009 no Diário Online, versão eletrônica do jornal "O Diário do Norte do Paraná”, tivesse estampado por alguns momentos a manchete “O "Hospital Municipal de Paranavaí é interditado após denúncias de irregularidades". Na verdade, o hospital que havia sido interditado é o de Paranacity, município que fica a 46 km de Paranavaí. Nesse caso, o conteúdo da reportagem estava correto. O erro só ocorreu na manchete. No caso do jornalismo online, o erro pode ser visto e alterado rapidamente. No entanto, se fosse no impresso, levaria no mínimo um dia para ser "consertado" com uma correção - diga-se de passagem, sem o mesmo destaque e espaço dados ao texto original.
Uma empresa jornalística deve zelar pela seriedade, ter compromisso com a verdade e checar as informações antes da publicação. Quando ocorrem erros frequentes a empresa acaba, de certa forma, perdendo a credibilidade do leitor, do internauta que acompanha as manchetes online e da sociedade, que confia aos jornalistas a responsabilidade de tornar públicos os fatos.
Uma falha gravíssima que deve (e pode) ser corrigida diz respeito às declarações das fontes consideradas “seguras” que, até por essa razão, acabam não são checadas pelos jornalistas. O editor, na pressão do fechamento, acaba negligenciando a leitura texto a texto e mesmo se a informação está completa ou se há algum dado confuso e/ou errado. Todo jornalista tem o dever de confirmar, checar e ter certeza daquilo que vai ser publicado. É função desse profissional, antes de escrever uma reportagem, estar convicto das informações que apurou.
Mas não devemos culpar apenas uma “peça” desse “quebra cabeça”. Antes de criticar os erros cometidos pelos jornalistas deve-se também apurar em quais condições de trabalho eles estão exercendo suas funções. Todo acúmulo de atividades pode, em última instância, comprometer a qualidade final do que se produz. Se isso vale para qualquer segmento, não pode ser diferente no jornalismo. A convergência das mídias está levando alguns a se desdobrarem para levar informação ao mesmo tempo a diversos públicos.
Para que essas novas rotinas não configurem, num curto espaço de tempo, prejuízo à qualidade da informação, é necessária a consciência dos jornalistas sobre a responsabilidade social que exercem. Treinamento específico, jornada e distribuição de tarefas compatíveis devem ser respeitadas. Depois vem o segundo passo, que fica com o jornalista. Deve conferir palavra por palavra, ter certeza da veracidade do que está publicando e não levar aos leitores meras reproduções de entrevistas.
Isso é o que chamamos de cuidado com a notícia, porque esse é o produto que o profissional da comunicação oferece. Não é só a imagem do jornalista que assinou a reportagem que está em jogo, mas a imagem da empresa toda e o trabalho que ambos desenvolvem. É um serviço prestado a toda a sociedade.
(Meiryellen Formigoni)
(Postado também em: www.jornalmateriaprima.com.br - EDITORIA - Crítica)
Um dos problemas mais questionáveis da sociedade desde a revolução industrial no século 18,é o crescimento desordenado que ocorre nos grandes centros do país em desenvolvimento. A maioria da população, que não tem condições de se instalar em locais adequados para moradia, acaba se fixando na periferia, muitas vezes em locais impróprios como morros e barranco, criando as favelas.
A situação das pessoas que habitam esses locais é crítica e perigosa, haja vista o desnível de terra e a precariedade das casas, pois sem condições mínimas de segurança, torna-se difícil a essa população erguer uma estrutura que suporte os fenômenos naturais, como as chuvas que destruíram mais de 200 casas no Morro do Bumba (RJ) no início do mês passado.
Segundo reportagem divulgada pelo jornal Correio Braziliense de 24 de fevereiro, no terremoto do Haiti em janeiro deste ano, 220 mil pessoas morreram soterradas nos escombros das construções. “ Uma nação que vivia em condições precárias agora enfrenta o desafio da sobrevivência”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reportagem. As pessoas que moram nas periferias do Brasil também vivem em condições precárias e num cenário pós-chuva acabam vivenciando praticamente uma questão de luta pela sobrevivência. O que indaga a voz brasileira é o questionamento sobre os R$800 milhões que o governo brasileiro enviou nos últimos cinco anos ao Haiti em missão de paz, (número divulgado no UOL notícias em 15 de Janeiro) e aos mais de R$ 20 bilhões que foram entregues após o terremoto. Toda a quantia poderia ter sido, também, aplicada para auxiliar no restabelecimento da ordem após as catástrofes naturais, cada vez mais comuns.
O governo brasileiro tem consciência do risco que as pessoas correm quando instalam suas casas em áreas periféricas, e esse risco aumenta toda vez que chove. O que falta é um pouco de atitude. Dinheiro, pelo jeito, o governo tem.
A necessidade de ajuda humanitária internacional é inquestionável, pois milhares de pessoas vêm sendo vítimas de tragédias da natureza que aconteceram pelo mundo nos últimos anos. Porém, o Brasil também não pode abrir mão dessa ajuda, que se faz necessária devido à precariedade das periferias. É perceptível que R$ 800 milhões gastos em cinco anos, não seriam suficientes para suprir todas as necessidades do país em relação à moradia em áreas de risco e que estão em formação, mas é preciso que haja um primeiro passo, um ponto de partida.
Quando o governo precisa de votos, promete melhorias, qualidade de vida e implantação da “igualdade social”, que de igual só tem promessas. Os anos passam, as gestões governamentais mudam, as promessas são sempre as mesmas e a situação da população brasileira continua igual.
Se o país tem capacidade para “socorrer” outros povos internacionais e outros países quando se encontram num estado de calamidade, provavelmente tem fundos para começar um trabalho de reestruturação de moradias dessas comunidades, ou dando condições para que esses indivíduos se fixem em locais seguros. É mais viável investir em medidas preventivas, do que ter de gastar muito mais depois, reconstruindo a destruição deixada por catástrofes que poderiam ser evitadas.
(Meiryellen Formigoni)
(Postado também em: www.jornalmateriaprima.com.br - EDITORIA: Opinião)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Um Brasil de vencedores

E o sentimento é só um: decepção.
No lugar dos sons das vuvuzelas, o silêncio que tomou conta dessa sexta feira, 2 de julho.
O sonho do hexacampeonato, era vivido por todos os brasileiros que esperaram 4 anos para fazer história, esta que em 2006 também não aconteceu, e agora foi frustrada novamente.
Hoje por intactos 10 minutos após o apito final, eu me vi completamente pasmada frente ao monitor da televisão. Eu não conseguia levantar, não consegui raciocinar.
A decepção pesou sobre pesou sobre a cabeça. E logo eu, que nunca gostei de futebol, que no começo fiquei acanhada. Pois bem, me vi frente a frente com a derrota daqueles jogadores, com a derrota daqueles brasileiros que estavam na arquibancada, com o choro das crianças que foram para a Copa, ver "o Brasil vencer". Peguei - me incontestavelmente chocada.
O verde e o amarelo da vivez que o país carrega, realizou-se em tons de cinza.
O grito da vitória, foi engolido mais uma vez, e quem sabe será solto daqui a 4 benditos anos.
O problema dessa situação não é nem a derrota, é achar o "culpado" pela derrota.
Será Felipe Melo? O arbitro? A falta de vontade do Kaká? A personalidade do Dunga? Ou simplesmente falta de sorte?
Apesar da minha decepção, que também é decepção da população desse país, encontramo-nos divididamente na rotina.
Tivemos que voltar ao trabalho, querendo saber um pouco mais sobre o "final", de certa forma "não acreditando no ocorrido". Ouvimos falar durante toda a história futebolísitca que o Brasil é o "pais do futebol" e no entando a derrota foi por 2 x 1.
Contudo, o que conforta o povo brasileiro, nessas horas, é a vontade que todos têm, de cada dia melhorar mais. De ter um sorriso no rosto e a esperança de um futuro mais digno, mais colorido, e mais humano, trazendo sempre uma raça e um orgulho no peito: O de ser brasileiro!